• Dra. Denise Muniz

5 formas de evitar um parto prematuro



De acordo com dados publicados pelo Governo Federal, em 2019 o Brasil registrou o nascimento de 300 mil bebês prematuros. Esse dado coloca o nosso país na 10ª posição entre as nações onde são registrados mais casos de prematuridade.


“Mas, Dra. Denise, qual o problema nessa informação?”, talvez você se pergunte. A resposta, mais uma vez, está retratada em estatísticas: a Organização Mundial da Saúde aponta que, em 2019, a prematuridade foi a maior causa de mortalidade infantil em todo o mundo.


É considerado prematuro todo aquele bebê que nasce com menos de 37 semanas e entre os desafios para evitar que a mulher tenha um parto prematuro estão o acesso à informação, à educação, à inclusão e também o cuidado compartilhado. Saiba a seguir como evitar a prematuridade:


1 - Faça acompanhamento pré-natal

Ao fazer o acompanhamento com seu ginecologista e obstetra, o profissional poderá avaliar todas as etapas de desenvolvimento da gestação. Até mesmo antes da gestação ser iniciada, o ginecologista pode ser consultado para planejamento familiar, realização de exames para avaliar riscos e necessidade de suplementação de nutrientes, por exemplo.


Além disso, quando realizado de acordo com o planejado, o pré-natal é eficiente na detecção precoce de complicações gestacionais como o diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, hipertensão, entre outras.


Fazer exames periódicos durante toda a gravidez é essencial e o acompanhamento deve começar o quanto antes.



2 - Mantenha hábitos saudáveis

Alimentação equilibrada, um estilo de vida ativo e ter bons hábitos em geral são o segredo para a manutenção do corpo todo. Quando o assunto é gestação, não é diferente!


O exercício físico deve ser liberado pelo ginecologista, que deve verificar se não há riscos para o bebê e para a mulher. Descartado o risco, vale muito investir em manter o corpo em movimento: a ciência já mostrou que se exercitar ao longo da gestação fortalece o assoalho pélvico, o que ajuda na hora do parto e também beneficia a saúde do bebê.



3 - Não consuma álcool

A placenta alimenta o bebê ao longo de toda gestação, ou seja: todo o álcool do sangue chega até o bebê. Mas o problema reside no fato de que o organismo do feto não consegue processar a substância de maneira tão rápida quanto o da mãe.


O consumo de bebidas alcoólicas ao longo da gestação pode resultar em danos graves para a criança, isso inclui retardo mental, dificuldades de aprendizagem, defeitos na face e problemas de desenvolvimento.



4 - Verifique a vitamina B12 e suplemente, se necessário

Essa vitamina é responsável pelo desenvolvimento do sistema nervoso e dos glóbulos vermelhos do pequeno.


Um estudo recente do próprio Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos, constatou ainda que a substância pode evitar problemas na formação do feto.


5 - Verifique seu cartão de vacinação

Já ouviu falar que o bebê “herda” os anticorpos da mãe? Por isso pode ser importante que a mulher receba algumas vacinas durante a gestação. É o caso da vacina contra Covid-19, antitetânica e a contra a difteria.


Algumas outras devem ser aplicadas antes mesmo da gravidez, é o exemplo da vacina contra o sarampo: ela não é recomendada durante a gestação, mas a doença é um fator de risco para o bebê e por isso a mãe deve estar imunizada.



Mas, apesar de todos esses cuidados ajudarem na prevenção da prematuridade e da mortalidade infantil, a melhor forma de atuar contra esses riscos é com o acompanhamento médico. O profissional poderá avaliar todos os riscos, passar recomendações específicas de acordo com a complexidade da gestação e acolher a mãe.


Se você precisa de acompanhamento médico ao longo de sua gestação, entre em contato comigo e agende sua consulta.


10 visualizações