• Dra. Denise Muniz

Engravidar aos 40 ou aos 50 faz diferença? Veja o que a ciência diz.


gravidez aos 50

Se você ainda não é mãe, mas deseja ser, deve se sentir mais pressionada cada vez que celebra mais um ano de vida.

"Não deixe para depois dos 35", "Depois dos 40 não tem jeito"… São muitas as frases que exercem essa pressão nas mulheres, mas, felizmente, a ciência está aqui para desmistificar falácias.

Bom, você, com certeza, sabe dos riscos envolvidos em uma gravidez tardia e não estou aqui para me opor a todas as evidências científicas que comprovam isso. Mas, sim, para acrescentar uma nova informação:

Segundo um estudo que avaliou 242.771 partos em Soroka (Israel), dos quais 234.824 (96,7 por cento) ocorreram em mulheres com menos de 40 anos e o restante, em mulheres entre 40 e 50 anos ou mais, é tão seguro dar à luz depois dos 50 anos, quanto aos 40 anos, sem pôr em risco a mãe ou o bebê.

Para chegar a tal conclusão os pesquisadores examinaram possíveis complicações na gravidez de mulheres com mais de 50 anos de idade, como por exemplo, diabetes gestacional, hipertensão, necessidade de cesáreas e nascimentos prematuros. Além disso, avaliaram se o recém-nascido sofria de condições físicas precárias, mortalidade ou havia passado por sofrimento durante o trabalho de parto.

Os resultados mostraram o que já se sabia: todas as complicações foram maiores entre as mulheres com mais de 40 anos que tiveram filhos, em comparação com aquelas que deram à luz abaixo dessa idade. No entanto, um dado notável surpreendeu: não houve aumento de complicações em mulheres com mais de 50 anos, em comparação com mulheres que deram à luz entre 40 e 50 anos.

Esse aumento gradual na segurança na gestação se deu graças aos avanços médicos e tecnológicos - incluindo fertilização extracelular e doação de óvulos. Mas, ainda assim, os médicos envolvidos na pesquisa aconselham tratar as gravidezes de mulheres com mais de 40 anos como de alto risco. e, mais ainda, as gravidezes de mulheres com mais de 50 anos.

Especial ênfase deve ser dada ao rastreamento da glicemia de jejum e da pressão arterial grávida para detecção precoce de complicações como o diabetes gestacional e eclâmpsia.

Resumindo: o resultado estudo não descarta o que já se sabia sobre maiores riscos de complicações após os 40. Mas, aponta que não foi identificado um aumento significativo dos riscos entre mulheres que deram à luz entre os 40 e 50 anos.

Conte com ajuda especializada e realize o pré-natal de acordo com as indicações.

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