• Dra. Denise Muniz

Diabetes Gestacional: como tratar e se cuidar?


diabetes gestacional

Gravidez é um momento de muita realização para a maioria das mulheres. Mas ela vem acompanhada de muitas transformações seja na vida pessoal, no corpo e, principalmente, nos hormônios.


É nessa hora que nem tudo sai como o esperado: o diabetes gestacional pode ser um desses inconvenientes que assustam as mamães de primeira – e nesse caso, predominantemente as de segunda - viagem.


Se você está se preparando para a gravidez ou quer saber mais do que se trata, primeiramente, é importante esclarecer que o problema nada mais é do que uma alteração hormonal que causa intolerância a carboidratos. Com isso, ocorre um aumento do nível de açúcar no sangue.


A diferença dessa doença para os outros tipos de diabetes mais conhecidos, é que costuma durar apenas o tempo de gestação - no entanto, requer cuidados, três em cada 10 gestantes continuam diabéticas após o parto. Por isso é preciso ficar de olho não só durante a gravidez, mas também depois, o recomendado é que, aproximadamente seis semanas após o parto, a mãe realize um novo teste oral de tolerância a glicose, sem estar em uso de medicamentos antidiabéticos.


Muitas pacientes chegam preocupadas ao meu consultório quando engravidam, e a preocupação, em certa medida, é justificável; a ocorrência da doença tem aumentado nas últimas décadas, principalmente devido dois importantes fatores de risco, a prevalência do sobrepeso na população e ao fato de as mulheres estarem adiando a hora de engravidar.


Então você deve estar se perguntando se "dá para prevenir?", e a resposta é : nem sempre. Por que parte do problema está relacionado às alterações hormonais típicas da mulher grávida, causadas pela placenta para assegurar alimento (açúcar) ao embrião.


SINTOMAS E COMPLICAÇÕES


Mas você pode estar se perguntando “afinal de contas, qual o risco o diabetes pode significar para a gravidez?”. A resposta é: Tanto o diabetes prévio quanto o diabetes que aparece na gravidez, aumentam risco de parto prematuro , macrossomia fetal (ganho de peso exagerado do bebê), polidramnio (aumento da quantidade de líquido amniótico) ,além de complicações neonatais, como hipoglicemia e Morte súbita intra útero


Além das complicações com o bebê, também devemos ficar de olho na saúde da mulher, podem ocorrer complicações, como doença nos vasos sanguíneos, nos olhos, no sistema nervoso e nos rins.


DIAGNÓSTICO


O diagnóstico é bem simples, realizado em um exame de rotina realizado em todas as gestantes no segundo trimestres da gravidez. Por isso é essencial fazer exames periódicos durante toda a gravidez, principalmente entre as semanas 24 e 28. Essa prioridade se deve ao fato de que, muitas vezes, a doença aparece na segunda metade da gestação, na medida em que a placenta amadurece e libera mais hormônios.


A única maneira de saber é fazendo o teste de glicose no pré-natal e, se necessário, o teste de tolerância a glicose, em que a gestante toma um líquido doce e coleta-se o sangue para saber como o corpo reage.


CONTROLE


Depois de constatada a diabetes gestacional, é preciso manter uma avaliação e controle rigoroso da glicose para garantir a saúde da mãe e do bebê. Para isso, a avaliação do controle glicêmico deve ser feita diariamente pela própria paciente, juntamente com uma dieta balanceada .

Aliada a isso atividade física - caso não haja restrição médica- é a maior aliada no controle dessa doença.

Claro que um rigoroso controle da vitalidade fetal também é necessário principalmente no terceiro trimestre de gravidez.

Medicamentos são necessários caso a dieta e a atividade física não atinjam o controle adequado da glicose.


Hoje é o Dia Mundial do Diabetes, e nada melhor do que celebrá-lo com informação para a prevenção e combate da doença. A saúde das mamães e dos bebês agradecem.


Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

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