• Dra. Denise Muniz

OUTUBRO ROSA: câncer de mama x terapia de reposição hormonal



Aproveito que estamos em outubro, mês que marca uma luta importante, já que através da campanha do Outubro Rosa o mundo todo se movimenta em prol da conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero, e também irei divulgar informações que acredito ser importante para minhas clientes e seguidoras ;)


Confira:

AUTOEXAME

Primeiramente, é importante ressaltar que, apesar dele ser mais lembrado apenas nessa época, é interessante que ele seja realizado pela mulher a partir dos 20 anos de idade e, idealmente, deve ser realizado todo mês, de três a dez dias após o início da menstruação. Para te ajudar nesse processo, confira um passo a passo de como ele deve ser feito:

MAMOGRAFIA

Ela é mais famosa e, em geral, recomendada para mulheres a partir dos 40 anos de idade, que é a idade a partir da qual os diagnósticos de câncer de mama são mais comuns.

Esse é um exame não invasivo que captura imagens do seio feminino através do mamógrafo (aparelho que usa a mesma radiação do raio-x tradicional, mas que projeta os feixes, levando em conta a anatomia das mamas).

Vale lembrar que é o ginecologista que avalia a necessidade da realização da mesma de acordo com o histórico familiar e a análise de outros fatores de risco e, com isso, a idade média de início da sua realização pode variar.

FALANDO DE POLÊMICAS

Muito ainda se discute a respeito do uso da terapia hormonal e seus riscos x benefícios.

Levando em consideração a suposição de que o uso de tal tratamento poderia implicar em maiores riscos de desenvolvimento de câncer ginecológico pesquisadores se dedicaram a realizar uma metanálise para investigar tal polêmica.

O que eles concluíram foi que pessoas que aderiram à terapia hormonal sistêmica na época da menopausa estavam em maior risco de câncer de mama invasivo, do que quem nunca fez uso dessa terapia. Além disso, o aumento dos riscos foram maiores entre as usuárias correntes do que entre aquelas que já haviam cessado o uso, mas alguns riscos persistiram por mais de uma década após sua interrupção. Com relação ao tempo de terapia, havia pouco aumento do risco após o uso da terapia hormonal por menos de 1 ano, mas os riscos associados aumentavam progressivamente maiores com o uso por mais tempo.

Vale ressaltar também que os pesquisadores notaram que o risco foi maior para o tratamento realizado com estrogênio-progestágeno do que para preparações estrogênicas, principalmente se o uso de progestágeno fosse diário e não intermitente. Por outro lado, os riscos não diferiram substancialmente entre os principais constituintes estrogênicos ou se os estrógenos foram administrados por via oral ou transdérmica.

Outros dados foram obtidos na pesquisa que você pode conferir na íntegra aqui.


O QUE TUDO ISSO SIGNIFICA? Que, como já se supunha, a prescrição da terapia hormonal pode, sim, ser indicada em alguns casos, mas que para isso deve haver o acompanhamento de um profissional especializado, capaz de avaliar os prós e os contras do seu uso em comparação com a presença ou não-presença de outros fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama.

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