• Dra. Denise Muniz

No dia da família, saiba como PLANEJAR uma família é vital


planejamento familiar

Você, provavelmente já ouviu esse termo: planejamento familiar. Mas sabe o que de fato significa planejar uma família?

Planejamento familiar, ao contrário do que se pode deduzir em um primeiro momento, não é apenas para quem quer ter filhos. Em termos jurídicos, esse é um direito promovido a partir de um conjunto de ações que auxiliam as pessoas que pretendem ter filhos e também quem prefere adiar (ou negar) o crescimento da família. No Brasil, isso está assegurado pela Constituição Federal e também pela Lei n° 9.263, de 1996.

É sempre muito difícil saber a melhor hora de se ter um filho, carreira, sonhos, planos... Em alguns momentos da vida não cabe uma criança.

Programar o futuro, além de permitir aos casais a oportunidade de investir na carreira durante um período determinado, também beneficiará as crianças, já que os pais estarão mais preparados para proporcionar uma vida melhor para toda a família.

Assim sendo, a importância do planejamento familiar está em garantir que o casal tenha filhos em um momento que seja saudável, e assim evitar a gravidez indesejada. Até porque decidir se a família irá crescer ou não deve incluir a consciência das condições sociais e econômicas existentes em cada família.

Se pensarmos na situação contrária, é ainda mais controversa. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 120 milhões de mulheres no mundo desejam evitar a gravidez, apesar disso, nem elas nem seus parceiros usam métodos contraceptivos.

Diante de todos esses fatos é importante ressaltar que, diferente do que se faz acreditar, o planejamento e prevenção não são responsabilidades apenas da mulher. Ou seja, homens e mulheres devem aprender sobre saúde reprodutiva e ter acesso a informação e aos métodos contraceptivos, além de assumirem, igualmente, a responsabilidade pelo planejamento.

Por isso a Política Nacional de Planejamento Familiar, incluiu a distribuição de camisinhas, a venda de anticoncepcionais (o governo disponibiliza mais de oito tipos de preventivos em postos de saúde e hospitais públicos), além da expansão de ações educativas sobre a saúde sexual e a saúde reprodutiva. Além disso, para quem deseja prolongar ainda mais a espera, existem os contraceptivos de longo prazo, como o implante subcutâneo, que oferece efeito contraceptivo por três anos e os dispositivos intrauterinos (DIU) que podem durar de 5 (no caso do DIU hormonal) a 10 (no caso do DIU de cobre) anos.

Vale lembrar que, como citado no início desse texto, o planejamento familiar e um direito assegurado a todos, portanto esses métodos também estão disponíveis na rede pública de saúde. Busque mais informações sobre os seus direitos enquanto cidadão e conte com sua ginecologista para qualquer esclarecimento.

Vamos falar sobre saúde reprodutiva, sexualidade, planejamento.... Sua família merece as melhores condições, planeje-a!

Fonte: gineco.com

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