GRAVIDEZ

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A gestação é um período especial na vida de uma família. Para que possa transcorrer da melhor maneira possível, a mulher deve contar com o acompanhamento de um ginecologista obstetra. Este é o profissional da saúde que cuida da mulher quando ela pretende ter um filho ou quando já está grávida.

 

Por isso, o obstetra pode atuar desde o planejamento familiar, acompanhando todas as etapas da gestação. Quando a gravidez é constatada, é necessária a realização de um pré-natal preocupado com a saúde e bem-estar de todos os envolvidos: a gestante, seu parceiro e o bebê que está por vir.

 

É através deste acompanhamento que se torna possível oferecer o máximo de segurança durante a gestação e no período que a sucede. Para garantir isso, o ideal é que uma equipe multidisciplinar esteja ao lado da família nesse momento tão especial. Isso pode incluir, além dos profissionais de ginecologia e obstetrícia, o suporte de especialistas de outras áreas como fisioterapia, enfermagem, nutrição, psicologia e medicina fetal.

As consultas do pré-natal devem seguir uma periodicidade. Geralmente, em casos de gravidez de baixo risco

(quando não é possível identificar nenhum fator acrescido de morbilidade paterna, fetal e/ou neonatal) a visita ao médico deverá ser mensal até o sétimo mês de gestação. Depois da trigésima semana, a consulta é indicada a cada quinze dias e, no último mês de gravidez, recomenda-se que seja realizada semanalmente.

 

No entanto, nem sempre a situação corre como a mulher planeja, e pode ser que corram problemas mais sérios durante a gestação, como descolamento da placenta, placenta baixa, placenta prévia total, eclampsia e pré-eclâmpsia; ou aborto espontâneo. Nesses casos, que nomeamos como gravidez de risco, a periodicidade pode variar de acordo com a saúde da paciente e com as orientações médicas.

 

Para que você entenda melhor como é realizada a avaliação do risco pré-natal, são avaliados os seguintes aspectos: 

 

>> Idade materna;

>> Paridade (número de partos anteriores);

>> História obstétrica anterior (aborto, infertilidade, hemorragia pós-parto/dequitadura manual da placenta, cesarina anterior, pré-eclampsia/eclampsia, feto morto/morte neonatal, trabalho de parto prolongado ou difícil);

>> Patologia associada (cirurgia ginecológica anterior, doença renal crónica, diabetes gestacional, doença cardíaca, entre outras);

>> Gravidez atual (hemorragias ≤ 20 semanas, hemorragias > 20 semanas, anemia (≤ 10 g), gravidez prolongada ≥ 42 semanas, hipertensão, rotura prematura das membranas, hidramnios (volume anormalmente aumentado de líquido amniótico), isoimunização Rh, apresentação pélvica do bebé, atraso de crescimento intrauterino).